
Organizações e coletivos indígenas que desenvolvem projetos em Terras Indígenas do Amazonas podem concorrer a até R$ 250 mil para financiar iniciativas de sociobioeconomia. O edital “Soluções que Vêm do Território”, da Fundação Amazônia Sustentável (FAS), prevê investimento total de R$ 1,25 milhão em cinco projetos. As inscrições estão abertas até 28 de setembro. Cada proposta selecionada terá prazo de 12 meses para execução.
O edital busca projetos que contribuam para fortalecer a sociobioeconomia, os modos de vida e as iniciativas produtivas sustentáveis nos territórios. As propostas também devem promover a valorização da sociobiodiversidade, a governança comunitária e a gestão sustentável dos territórios. Entre os resultados esperados está a ampliação das oportunidades e do protagonismo de mulheres e jovens indígenas.
Conforme o edital da FAS, podem participar associações, cooperativas ou organizações indígenas formalizadas que atuem em Terras Indígenas do Amazonas e estejam alinhadas aos objetivos da seleção. Coletivos indígenas sem formalização jurídica também podem concorrer, desde que apresentem carta de apoio de uma organização indígena legalmente constituída.
Os recursos podem apoiar equipamentos, materiais e insumos para atividades e cadeias da sociobiodiversidade, além de construções, reformas e adequações de espaços coletivos necessários aos projetos. Também estão previstos serviços, capacitações, assistência técnica e despesas relacionadas a transporte, armazenamento, embalagens e ações para acesso a mercados sustentáveis.
Para participar, os interessados devem preencher os anexos exigidos pelo edital. As propostas serão recebidas exclusivamente pelo e-mail ppi@fas-amazonia.org ou pelo WhatsApp (92) 98643-0844.
Após o encerramento das inscrições, as propostas passarão por análise documental e de elegibilidade entre 29 de setembro e 9 de outubro. O resultado preliminar dessa etapa está previsto para 15 de outubro.
O edital faz parte do Prospera na Floresta, projeto realizado pela FAS com apoio do Fundo Amazônia. A iniciativa busca fomentar atividades produtivas sustentáveis, turismo de base comunitária e empreendedorismo no âmbito da sociobioeconomia da floresta, envolvendo comunidades tradicionais, povos indígenas e quilombolas. O projeto tem conclusão prevista para março de 2029.


