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Amazonas registra queda de 69% nos casos de hepatites virais; porém doença tem sintomas silenciosos

O dado reforça a importância das ações contínuas, como testagem, vacinação e educação em saúde.

Dados do monitoramento epidemiológico apontam uma redução de aproximadamente 69% nos casos de hepatites virais no Amazonas. Entre janeiro e abril de 2025, foram registrados 356 casos da doença. No mesmo período de 2026, o número caiu para 111 notificações.

Os números são da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) divulgos nesta terça-feira (19). Mesmo com a redução dos casos, a FVS-RCP alerta que a prevenção, o diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado seguem fundamentais para reduzir a transmissão e evitar complicações causadas pelas hepatites virais.

“Quando não diagnosticadas precocemente, as hepatites virais podem evoluir para formas crônicas e causar complicações mais graves, como cirrose e câncer de fígado. Por isso, é importante realizar consultas médicas regularmente, fazer os exames de rotina e manter a vacinação contra as hepatites A e B em dia”, enfatiza a coordenadora do Programa Estadual de Hepatites Virais da FVS-RCP, Vanieli Cappellesso.

Principais Sintomas

Na maioria dos casos, a infecção pelo vírus da hepatite não apresenta sintomas. Quando ocorrem, os sinais incluem cansaço, febre, mal-estar, tontura, náuseas, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.

Em caso de sintomas ou contato com casos confirmados, a orientação é procurar uma unidade de saúde o mais rápido possível.

O teste para hepatites B e C estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de todos os municípios. Na capital, o teste pode ser realizado, também, nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) das Policlínicas estaduais, na Fundação de Medicina Tropical – Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) e nos Centros de Atenção Integral ao Idoso (Caimi).

Hepatites virais

A hepatite viral é uma doença infecciosa causada por cinco vírus diferentes, além de ser silenciosa e sem sintomas aparentes. As manifestações clínicas costumam surgir apenas quando a doença hepática está no estágio avançado, o que dificulta o tratamento adequado.

A doença é transmitida por contato com sangue contaminado, relação sexual desprotegida ou de mãe para filho. O diagnóstico precoce é fundamental para não evoluir para cirrose e câncer do fígado. A prevenção inclui o não compartilhamento de agulhas, alicates de unha, lâminas e seringas; vacinação contra hepatite A e B disponível no SUS; e uso de preservativos em relação sexual, além da testagem regular de detecção da doença.

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