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Câncer de pele: 1.205 amazonenses estão em tratamento; veja orientações

A Fundação Hospitalar Alfredo da Matta (Fuham), unidade vinculada à Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), registrou e continua tratatando 1.205 casos de câncer de pele de 2025. Do total, 1.153 diagnósticos foram de câncer de pele não melanoma, o equivalente a 95,6% dos atendimentos relacionados à doença na instituição.

O levantamento reforça a importância da prevenção, do uso de proteção contra os raios solares e da busca por atendimento médico diante de alterações na pele. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de pele não melanoma é o tipo mais comum no Brasil e representa cerca de 30% dos tumores malignos registrados no país.

Apesar da alta frequência, a doença apresenta boas taxas de cura quando descoberta no início e tratada de forma adequada. O dermatologista Renato Cândido, da equipe médica da Fuham, explica que alguns sinais podem ajudar na identificação de casos suspeitos.

Durante o acompanhamento na Fundação Alfredo da Matta, exames confirmaram o diagnóstico de carcinoma basocelular infiltrativo, um dos tipos mais frequentes de câncer de pele não melanoma. Após o tratamento cirúrgico, Júlio César passou a adotar novos cuidados com a exposição solar.

O câncer de pele não melanoma ocorre quando há crescimento anormal das células da pele. Entre os tipos mais comuns estão o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular.

A exposição prolongada aos raios ultravioleta (UV), o histórico familiar da doença, atividades profissionais realizadas ao ar livre e a falta de proteção adequada estão entre os principais fatores associados ao desenvolvimento do câncer de pele.

Fuham orienta

Para reduzir os riscos, a recomendação é evitar a exposição ao sol nos períodos de maior intensidade da radiação ultravioleta, entre 9h e 16h, além de utilizar protetor solar, roupas com proteção, chapéus e buscar locais com sombra.

A orientação dos especialistas é que qualquer ferida que não cicatriza, mudança de aparência em uma pinta ou lesão que apresente sangramento seja avaliada por um profissional de saúde.

Tipos de câncer de pele mais comum

  • Carcinoma basocelular – É o câncer de pele mais frequente na população, correspondendo a cerca de 70% dos casos. Se manifestam por lesões elevadas peroladas, brilhantes ou escurecidas que crescem lentamente e sangram com facilidade.
  • Carcinoma espinocelular – É o segundo tipo de câncer de pele de maior incidência no ser humano. Ele equivale a mais ou menos 20% dos casos da doença. É caracterizado por lesões verrucosas ou feridas que não cicatrizam depois de seis semanas. Geralmente causam dor e possuem sangramentos.
  • Câncer de pele melanoma – Apesar de corresponder apenas cerca de 10% dos casos, é o mais grave pois pode provocar metástase rapidamente – espalhamento do tumor para outros órgãos do corpo humano – e levar à morte. É conhecido pintas ou manchas escuras que crescem e mudam de cor e formato rápido. As lesões também podem vir acompanhadas de sangramento.

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