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Amazonas registra aumento de 45% nas apreensões de drogas, mais da metade capturadas nos rios

Cerca de 52% dos entorpecentes apreendidos, em 2026, são resultado de operações fluviais com apoio das Bases Fluviais, totalizando 13,487 toneladas e causando um dano superior a R$ 309 milhões ao crime organizado.

No total, a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), apresentou resultados expressivos de produtividade entre os meses de janeiro e maio deste ano, em comparação com o mesmo período de 2025 – que passou de 17,712 toneladas para 25,751 toneladas, representando um aumento de 45%.

De acordo com o governador Roberto Cidade, os resultados alcançados mostram que o Estado está no caminho certo ao fortalecer as forças policiais com mais efetivo, tecnologia, inteligência e presença em todas as regiões do Amazonas.

“O Governo do Amazonas tem e investido em novas ferramentas que possibilitam aumentar a presença das nossas polícias não só em terra, mas, principalmente, nos nossos rios como as novas lanchas blindadas, as Bases Arpão e, agora, o mais recente Vant, que está operando com sobrevoo nos rios, com isso iremos aumentar ainda mais a nossa produtividade e fortalecer a segurança da nossa população”.

A Operação Segurança Presente fortaleceu, ainda, o trabalho investigativo da Polícia Civil, tornando a atuação ainda mais incisiva no interior do estado. As Forças de Segurança contam, também, com o apoio da Polícia Científica, do Corpo de Bombeiros e de todo o aparato tecnológico dos programas coordenados pela SSP-AM.

Integração das ações

O resultado é reflexo de diversas iniciativas integradas e ampliadas pela Operação Segurança Presente, uma ação do Governo do Amazonas em parceria com o programa Brasil Contra o Crime Organizado, do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). A ação fortaleceu as atividades de segurança na capital e nos demais 61 municípios do estado.

A operação conta com a presença de 420 servidores das Forças de Segurança Pública no interior e mais 400 na capital. As ações são realizadas de forma integrada não só nas sedes dos municípios como, também, em comunidades ribeirinhas.

Caso de destaque

Uma das maiores apreensões do ano foi efetuada em fevereiro de 2026, quando foram apreendidas 4,3 toneladas de entorpecentes, além de dez armas de fogo de grosso calibre, três mil munições, carregadores, lanchas e motores, durante uma operação realizada no rio Solimões, nas proximidades de Manacapuru (a 68 quilômetros de Manaus).

A operação foi realizada pela Polícia Militar, por meio do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) – Batalhão Guarani, em ação conjunta com a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco/PF-AM), Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), Grupo Especial de Fronteira do Mato Grosso (Gefron/MT) e Polícia Nacional do Peru.

Projeções

Até pouco tempo, o Bope levava o nome de Companhia de Operações Especiais (COE). No dia 2 de junho, foi aprovado o projeto que transforma a unidade em Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), possibilitando maior integração com unidades similares de outros estados.

A mudança permite o fortalecimento da estrutura administrativa, logística e operacional da unidade, com a expectativa de ampliar ainda mais os resultados obtidos.

“Com a aprovação da criação do batalhão, o objetivo agora é ampliar ainda mais essa capacidade, fortalecendo o efetivo especializado, expandindo o núcleo de inteligência, investindo em tecnologia de monitoramento, reconhecimento e vigilância remota, além de intensificar a integração com órgãos nacionais e internacionais. A meta é aumentar a capacidade de antecipação, neutralizar rotas criminosas, enfraquecer financeiramente as organizações criminosas e reforçar a presença do Estado nas áreas mais sensíveis da Amazônia”, detalhou o major Ricardo Lemos.

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