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Motociclistas representam quase 60% das mortes no trânsito; hospitalizações disparam 149% no Amazonas

Apesar da redução de 16,4% nas mortes de motociclistas em 2025, os acidentes envolvendo motos continuam sendo a principal causa de mortes no trânsito no Amazonas. Dados divulgados pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) apontam que os motociclistas concentraram 58,5% dos óbitos registrados no estado.

Ao todo, 275 motociclistas morreram em acidentes de trânsito neste ano. Os pedestres aparecem como a segunda principal vítima fatal, representando 23,4% das mortes.

Além das mortes, o boletim epidemiológico revela um avanço preocupante nas internações causadas por acidentes com motociclistas. Entre 2021 e 2025, as hospitalizações cresceram 149%, enquanto os custos hospitalares aumentaram 202%, ultrapassando R$ 4,3 milhões apenas neste ano.

Segundo a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, os dados reforçam a necessidade de fortalecer ações de conscientização e prevenção no trânsito.

“Os acidentes de trânsito continuam causando impactos importantes na saúde pública, especialmente entre jovens e adultos economicamente ativos. Fortalecer a educação no trânsito, incentivar o uso correto dos equipamentos de proteção e promover atitudes responsáveis são medidas fundamentais para preservar vidas”, afirmou.

O estudo mostra ainda que os homens representam 85,1% das vítimas fatais, principalmente na faixa etária de 20 a 39 anos. Os finais de semana concentram o maior número de mortes, com destaque para sábados e domingos.

De acordo com o diretor de Vigilância Epidemiológica da FVS-RCP, Alexsandro Melo, o monitoramento epidemiológico ajuda a identificar os grupos mais vulneráveis e direcionar estratégias de prevenção.

A FVS-RCP destaca que o enfrentamento dos acidentes passa por ações contínuas de educação no trânsito, fiscalização, melhoria da infraestrutura viária e fortalecimento de políticas públicas voltadas à segurança viária.

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