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‘Parede’ que responde pelo caso Flávio vai a júri popular por matar comparsa

Mayc Vinícius Teixeira Parede é acusado de matar o policial militar Elizeu da Paz com um tiro na cabeça dentro de carro de aplicativo; Justiça manteve prisão preventiva do réu.

O réu Mayc Vinícius Teixeira Parede, um dos envolvidos no caso do assassinato do engenheiro Flávio Rodrigues, será submetido a júri popular pela morte do policial militar Elizeu da Paz de Souza, ocorrida em novembro de 2024, em Manaus.

A decisão foi proferida nesta quinta-feira pelo juiz Fábio César Olintho de Souza, titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus. O magistrado também manteve a prisão preventiva do acusado, citando a gravidade do crime e o descumprimento de medidas cautelares impostas anteriormente.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, Elizeu foi morto com um tiro na cabeça dentro de um carro de aplicativo, na madrugada de 5 de novembro de 2024, no conjunto Santos Dumont, zona Centro-Oeste da capital amazonense. A vítima chegou a ser socorrida, mas morreu após dar entrada em uma unidade hospitalar.

Segundo as investigações, Mayc e Elizeu tinham uma relação próxima e eram amigos íntimos. Testemunhas relataram que os dois se tratavam como “irmãos” e que a vítima costumava entregar sua arma ao acusado quando consumia bebidas alcoólicas.

O motorista do aplicativo afirmou, em depoimento, que ouviu o disparo e viu o passageiro do banco traseiro fugir rapidamente do veículo. Imagens de câmeras de segurança também mostraram Mayc na companhia da vítima momentos antes do crime.

Na decisão, o juiz manteve a qualificadora de recurso que dificultou a defesa da vítima. Conforme a acusação, o disparo foi feito de forma inesperada, pelas costas, sem possibilidade de reação.

Além do novo processo, Mayc já respondia por homicídio no caso que investiga a morte do engenheiro Flávio Rodrigues, ocorrida em 2019. Na ação, Elizeu da Paz também figurava como réu. Os dois aguardavam julgamento em liberdade quando o policial militar foi assassinado.

Na época da morte de Elizeu, Mayc se apresentou espontaneamente à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), mas negou ter efetuado o disparo. A defesa do acusado ainda pode recorrer da decisão que o levou a júri popular.

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