
Tropas do 1º Batalhão de Choque da Polícia Militar do Amazonas (PM-AM) retomaram o controle do Núcleo Prisional da corporação, localizado no KM-8 da BR-174, em Manaus, por volta de 1h30 desta quarta-feira (2). O motim teve início na tarde de terça-feira (1º), quando custodiados — que também são policiais militares — renderam quatro agentes encarregados da guarda do local, sendo um major e três soldados.
A operação para conter a revolta contou com cerca de 120 homens de forças especializadas, incluindo a Rocam, Bope, Canil, Cavalaria e Grupo Marte. Segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP-AM), a ação restabeleceu a ordem na unidade e não houve feridos.
A revolta ocorreu em meio a manifestações de insatisfação dos internos sobre a infraestrutura e a rotina do presídio. Familiares relataram que o clima no local vinha se deteriorando devido a mudanças no regime de visitas, na qualidade da alimentação, na prestação de serviços médicos e em decorrência da recente troca no comando do Núcleo.
A ocorrência foi acompanhada pela Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM). Em nota, a Polícia Militar informou que instaurará procedimentos apuratórios internos para determinar as responsabilidades, investigar a conduta dos custodiados e apurar eventuais crimes praticados durante a ação.
As conclusões das investigações serão encaminhadas ao Ministério Público do Amazonas (MP-AM) e à Justiça Militar. Até o momento, as autoridades não detalharam se houve danos à estrutura física do presídio nem informaram as medidas disciplinares ou administrativas imediatas adotadas contra os envolvidos.
O sargento Davi Praia foi identificado como líder do motim. “Desde quando mudou o comando da UPPM, quando o major entrou, tudo mudou. Os detentos já estavam estabilizados, estavam num ambiente mais estável e depois que o major foi para lá, mudou tudo. Só para vocês terem uma noção, ele xingava os meninos, gritava com os meninos. Não só ele, como essa equipe de hoje que está de serviço, soldado que acabou de entrar tratando mal os que estão lá”, disse.
Em nota, a SSP-AM informou que procedimentos serão instaurados para apurar as circunstâncias do motim e possíveis crimes cometidos pelos policiais militares custodiados na unidade. As informações também serão encaminhadas ao Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) e à Justiça Militar.
As forças de segurança permaneceram no local após a liberação dos reféns para garantir o controle da unidade.

Em maio deste ano, esses mesmo pms presos, resistiram a transferência, provocando motins. Na epoca, a transferência de 70 policiais militares presos na unidade prisional da PM do Amazonas, no bairro Monte das Oliveiras, na zona Norte de Manaus, gerou tensão entre os detentos e os representantes das forças de segurança – Ministério Público, Secretaria de Administraçao Penitenciária e a própria PM. A principal avenida do bairro foi fechada para a transferência e gerou transtornos aos moradores da região locomoção deste as primeiras horas da manhã, além da presença dos familares dos presos. Os PMs presos – acusados de tráfico de drogas, extorção e asssassinatos, somente começaram a ser transferidos próximo de meio-dia, em ônibus para o Km 8 da BR-174.


