Um cabo da PMAM foi preso durante investigações sobre morte de investigador da Polícia Civil.

O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) determinou a suspensão da prisão domiciliar concedida a Meirilany Silva da Silva, de 21 anos. Ela é uma das investigadas na operação policial que resultou na morte do investigador Luciano Carvalho de Sena, de 44 anos, lotado no Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc). A decisão liminar foi proferida pelo desembargador Flávio Humberto Pascarelli Lopes, em resposta a um recurso do Ministério Público do Amazonas (MPAM).
Com a determinação, a prisão preventiva de Meirilany volta a ter efeito imediato enquanto o mérito do recurso aguarda julgamento definitivo na Corte.
Gravidade do caso e falta de laudo médico
Na avaliação do magistrado, o fato de a investigada estar grávida não é suficiente, por si só, para garantir o benefício da prisão domiciliar diante da “extrema gravidade” do crime. O desembargador destacou que os atos investigados indicam elevada periculosidade e afronta direta à autoridade do Estado.
Além do contexto de violência, a decisão apontou que a defesa não apresentou laudos ou documentos médicos que comprovem uma gestação de alto risco ou a necessidade de tratamento especial fora do sistema prisional.
O MPAM reforçou que a suspeita possui indícios de ligação com organização criminosa. A ação policial que desencadeou o confronto resultou na apreensão de expressiva quantidade de material ilícito:
- 862,6 quilos de maconha
- 11,2 quilos de cocaína
- Equipamentos de logística, como coletes balísticos, munições e máquinas de contar dinheiro.
Entenda a operação e os desdobramentos
O caso teve início na tarde de sexta-feira, durante uma abordagem do Denarc a uma caminhonete suspeita na rua Álvaro Maia, bairro Alvorada, Zona Centro-Oeste de Manaus. Os agentes foram recebidos a tiros, desencadeando um confronto no qual o investigador Luciano Sena foi atingido e não resistiu.
A investigação desdobrou-se em outras frentes ao longo do fim de semana:
- Morte de suspeito em confronto: Apontado como um dos principais envolvidos na morte do policial, Rafael Pereira Freitas foi localizado em Novo Remanso, distrito de Itacoatiara (a 176 km de Manaus). Segundo a Polícia Civil, ele reagiu à abordagem, foi baleado na troca de tiros e morreu no local.
- Prisão de PM: Um policial militar foi detido em flagrante por porte ilegal de arma de fogo e adulteração de sinal identificador de veículo. A Polícia Militar do Amazonas (PMAM) abriu uma Sindicância Administrativa Disciplinar e confirmou que o agente já respondia a procedimento administrativo interno.
- Outras prisões: Mayara Silva da Silva foi presa no bairro Tarumã, zona oeste de Manaus, além de outro homem suspeito de integrar o grupo.
O mérito do recurso sobre a manutenção definitiva da prisão preventiva de Meirilany Silva da Silva será apreciado em sessão posterior pelo colegiado do TJAM.
PM preso

Um cabo da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), identificado como Bruno Everson Pinto dos Santos, foi preso durante as investigações que apuram a morte do investigador da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), Luciano Carvalho de Sena, de 44 anos. A informação foi confirmada oficialmente pela Polícia Militar.
A corporação não informou a data exata em que o mandado ou a prisão ocorreu, tampouco detalhou qual seria a suposta participação do agente militar no homicídio do policial civil.
De acordo com a nota da PMAM, Bruno Everson foi apresentado à Polícia Civil e autuado em flagrante pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.
O militar permanece custodiado, à disposição do Poder Judiciário, e deve ser submetido à audiência de custódia, onde a Justiça decidirá se mantém a prisão. As investigações sobre o caso seguem em andamento sob a responsabilidade da Polícia Civil.


