E a Justiça decreta prisão preventiva do treinador de jiu-jítsu Melqui Galvão acusado de abusar sexualmente de alunas

O policial civil Enoque Sarah de Lima Galvão, de 44 anos, irmão do professor de jiu-jitsu Melqui Galvão, foi preso nesta terça-feira (26), em Manaus. A prisão foi realizada pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca).
Segundo apuração Enoque passou por audiência de custódia após ser preso temporariamente por determinação da Vara de Garantias Penais e de Inquéritos Policiais do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). O motivo da prisão, no entanto, ainda não foi informado.
No início do mês, Enoque já havia sido afastado das funções operacionais pela Polícia Civil do Amazonas após suspeitas de envolvimento na entrada irregular de uma pessoa na unidade prisional onde o irmão estava detido, em Manaus.
Prisão
A Justiça de São Paulo decidiu converter em prisão preventiva a detenção do professor de jiu-jítsu e policial Melqui Galvão, investigado em uma série de denúncias envolvendo crimes sexuais, coação de testemunhas e outros delitos relacionados ao andamento das investigações.
Melqui foi preso no fim de abril após denúncias de abuso sexual envolvendo ao menos três alunas, entre elas uma adolescente de 17 anos.
A medida foi tomada após autoridades apontarem que o investigado estaria tentando intimidar pessoas ligadas ao caso enquanto permanecia detido em Manaus. Segundo os investigadores, houve indícios de pressão para que depoimentos fossem alterados.
Melqui Galvão havia sido preso inicialmente de forma temporária e, posteriormente, transferido para o sistema prisional paulista, onde segue à disposição da Justiça.
Investigações envolvem denúncias antigas
Os inquéritos reúnem relatos de diferentes vítimas, incluindo denúncias de episódios que teriam ocorrido anos atrás, quando algumas delas ainda eram adolescentes. Um dos casos investigados teria acontecido durante uma competição internacional de jiu-jítsu realizada na Itália.
De acordo com as investigações, mensagens, áudios e outros materiais entregues às autoridades passaram a integrar o processo, que tramita sob sigilo judicial.
Além das acusações relacionadas aos crimes sexuais, a Polícia Civil também apura supostas tentativas de interferência no andamento das investigações.


